sábado, 1 de novembro de 2008

Ouça apenas o que você puder pagar

Vários blogs legais como o Rock For Masses e o 1001 Albuns Project (ambos na nossa coluna Sempre de Olho) estão tendo seus posts e links apagados por colocar material para seus frequentadores baixarem.

Já bati nessa tecla milhares de vezes e vou repetir: as gravadoras ganhariam muito mais se baixassem os preços de seus cds. Pagar R$ 40 pratas em um cd simples é muita sacanagem. É o tipo de negociação que só é boa pra um lado.

Não é com preços altos que as gravadoras vão sair dessa crise. Não é com ingresso a R$ 500 que se lota um estádio. Estou dizendo alguma coisa sem sentido? Quanto menos vendem, mais aumentam o preço. Isso é suicida.

Há pouco vi edições especiais de discos lançados pela MTV. Tudo em caixas mais baratas, de papel, ao preço de R$ 12. Até legal, mas não vende. Não vende porque é tarde demais. Quando as pessoas queriam ouvir aqueles discos, eles custavam R$ 30 e elas foram comprar 3 por R$ 10 no camelô ou baixaram na internet.

As gravadoras deviam tratar o consumidor com mais respeito, isso sim. Afinal, eu adoraria ter o original de tudo que baixei. Mas pagar R$ 40 pelo disco e mais R$ 500 pelo show te faz sócio da banda, não fã.

Afinal, o que é justo? Só ouvir o que eu posso pagar?

7 comentários:

Giul, Discoteclando disse...

Começando do fim. Se fosse justo só ouvir o que pudesse pagar, daí sim as gravadores e por consequência artistas estariam todos no mesmo barco afundados no fundo do mar da indústria fonográfica.
Todas as intenções das gravadoras são péssimas... é claro que ao baixar o preço dos CDs e DVDs aposto minha discoteca que as pessoas voltariam a comprar os originais. E sem essa frescura de caixinha de papelão a um pseudo 'best price', pois as impressoras também fazem isso... já com o vinil as pessoas faziam cópias de fitas... sempre foi assim... o abuso das gravadoras que levou estas a uma crise financeira. A tecnologia só aumentou as possibilidades de propaganda e distribuição fonográfica, as gravadoras que não souberam aproveitar... contando que boa parte dos artistas, souberam...

atlantic disse...

É, Giul, como dizem por aí: os velhos hábitos demoram a morrer. As gravadoras estão atrasadas e, se continuarem nesse pé, o fundo do poço vai ser bem lá embaixo.

"the end has no end"

Carlos. disse...

Concordo plenamente, excelente post!!!

porém as gravadoras tem que se conscientizarem de que estamos num mundo globalizado. não adianta levar seis meses pra lançar um disco aqui, e tbm outro fato, as gravadoras nacionais boicotam muita e muita coisa legal que é lançada lá fora. ae só importado msm

atlantic disse...

importado custando os olhos da cara! é por isso que demorei a conhecer bandas como o primal scream. os discos desses caras só chegavam aqui a preço de álbum importado. só um pouco antes do show no tim festival a gravadora lançou alguma coisa dos caras.

não dá mais apra viver no escuro. a internet escancarou a janela. hoje um cara grava na escócia e a gente ouve em casa no mesmo dia.

ss disse...

Quero ver qual artista tem a moral que o Jay Vaquer (myspace.com/jayvaquer) teve ao colocar o preço da meia-entrada no Vivo Rio a R$10,00 !! Óbvio que vai lotar ! não só os fãs, como os curiosos estarão presentes neste dia 20 de Novembro pra conhecer o doido que cobrou R$ 10 pelo show dele !

e eu recomendo ! o cara é bom

Henrique disse...

O pior é ver as gravadoras tentando conter a água morro abaixo... Eles estão até hoje no século passado.

Se as gravadoras um dia conseguirem controlar tudo, o que acho (praticamente) impossível na Internet, vai ser o início do fim. Vai ter muito artista que vai sair perdendo nesta história, pois vão perder o maior ganha-pão que é a divulgação. Quem tem grana pra comprar um cd importado (ou mesmo uma única música) só pra conhecer o som? Ninguém!

Excelente post...

atlantic disse...

Eu não consigo mesmo entender a cabeça desse pessoal das gravadoras. Os caras dão tiro no pé toda hora, mas não tiram o dedo do gatilho.

Vão se afundar ainda mais!

PS: comprei a biografia do André Midani. quem sabe, depois de ler, não consigo entender um pouco do que se passa na cabeça desses executivos (e, por que não dizer, executores) de gravadora.