segunda-feira, 6 de julho de 2009

Um tempo pros ouvidos

Nos últimos dias, os livros estão tomando o lugar da música. É que, por coincidência, todas as vezes em que me sobrou um tempo livre, seja no metrô ou entre uma palestra e outra, eu não tinha nenhum mp3 player por perto. E a verdade é que a opção de ter um livro na mão alivia bastante a sensação de que estou arrebentando meus tímpanos com o som alto. Isso é remorso somado ao cansaço físico em relação a volumes abusivos.

Também dei uma travada na busca por novidades musicais. Ainda tem muita coisa que eu baixei e nem ouvi. Eu ouvi música numa velocidade tremenda nesse último ano. Agora o tempo ficou mais curto e meu ano sabático foi interrompido (ainda bem!) por 8 horas diárias de trabalho.

Bom, os ouvidos descansam das músicas, os olhos trabalham lendo livros. Alguém anda lendo alguma coisa interessante por aí? Algo que possa divertir numa sala de espera?

15 comentários:

iga_rio disse...

Fala Atlantic,

Me amarro em ler... principalmente biografias, porem o ultimo que livro que li não era uma biografia... se chama "Quem tem um sonho não dança - a cultura brasileira nos anos 80". gostei...

Esse fim de semana vi o filme O ensaio sobre a cegueira e me interessei em ler o livro.

Abraços,

:: Fräulein :: disse...

Ensaio sobre a cegueira é ótimo! Já li há um tempinho.
Eu sempre to lendo alguma coisa, o ultimo foi A insutentável leveza do ser e agora comecei Ana Karenina, esse ia te desanimar, rs, é romance e tem mais de 700 páginas. Os que leio não são assim engraçados, mas é uma boa maneira que encontro de passar o tempo e aprender alguma coisa.
Divertido mesmo: Sem plumas do Wood Allen ou Alice no país das maravilhas.

atlantic disse...

Fraulein, "A insustentável leveza do ser" é um dos meus livros prediletos. Sem contar que muita gente que lê esse livro busca por "Ana Karenina" depois. Eu desanimei quando um amigo que também adora o livro do Kundera disse à queima-roupa que o Ana Karenina era chato.

Acabei de ler "Crônica de uma morte anunciada", do García Márquez. Excelente livro. Recomendo!

Iga, estou curioso para ler "Ensaio sobre a cegueira". Nunca li nada do Saramago. Agora comecei a ler "Frenesi Polissilábico", do Nick Hornby. É um livro que fala sobre o prazer da leitura.

Aumenta que isso aí é Rock n' Roll! disse...

A biografia do John Lennon. E na lista de espera está "Quando Nietzche Chorou". Ler é sempre bom, reaviva a memória.

Giul, Discoteclando disse...

Lendo livros sobre música. Serve. RS.

Carlos. disse...

fala em tanta coisa pra ouvir, vai indo o ouvido cansa. Eu estou lendo Em busca do Tempo perdido, doMarcel Proust, estou lendo o volume 1 ainda, no caminho de swann, mas está excelente.

e vc ?
o que está lendo?

abraços

Carlos. disse...

ah!

Nick Hornby eu li
Alta fidelidade e About a boy

gostaria de ler uma longa queda. parce bom

Henrique disse...

Pra não ficar de fora, "aconselho" Misto Quente do Bukowski. Apesar da tradução fraca do título, a versão de bolso é muito bem traduzida no texto. Bom livro.

:: Gota :: disse...

Leitura sempre ajuda a passar o tempo e traz informação ... mas não da pra abandonar a musiquinha ... rs ...se quiser divertimento na leitura ... li a pouco só nas filas do dia a dia " Café da manhã dos campeões" Kurt Vonnegut ... e vc oque esta lendo?

Boa leitura ...

ORELHA EXTRA disse...

Para treinar a lingua dos gringos: "Japrocksampler" de Julian Cope (sim, esse mesmo!) e para juntar ao fantabulástico "Krautrocksampler" do mesmo autor, mas este sobre a influência da musica psicadélica norte-americana no país do sol-nascente; também "White Bicycles" de uma das grandes figuras da música dos 60's, Joe Boyd; o livro que reclama sobre o estado em que a imprensa escrita se encontra, "Flat Earth News" de Nick Davies, e em português de Portugal, um livro sobre uma das nossas maiores bandas de todo o sempre, os Mão Morta: "Narradores da Decadência" de Vitor Junqueira.

São apenas algumas recomendações.

Abraço.

F.

atlantic disse...

Há pouco tempo eu tinha uma idéia de que "deveria" ler apenas um livro por vez para apreciar melhor as coisas. O pior é que quando eu pegava um livro chato e a coisa não andava, me sentia culpado e o ritmo de leitura parava totalmente. Hoje eu mudei um pouco isso e agora existe o "livro de casa" e o "livro da mochila".

O livro que estou lendo na rua, nos momentos de espera é o "Frenesi Polissilábico", do Nick Hornby. O livro que estou lendo em casa é "Suíte Francesa", da Irène Némirovsky. Esse segundo foi uma recomendação de uma amiga e estou achando muito bom.

atlantic disse...

Henrique, engraçado esse seu comentário porque já estive com o livro do Bukowski na mão e desisti de levar por achar a tradução muito fraca. Tentei achar em inglês, mas não consegui.


***

Gota, a música está sempre na área, mas às vezes você acaba entrando numa fase onde o ouvido fica cansado. No meio do ano passado, eu tive umas duas semanas bem esquisitas. Eu tinha enjoado do som de guitarras! Passei 2 semanas ouvindo jazz até sentir saudade das guitarras de novo.

É meio maluco, mas acontece...

***

Fernando, eu não resisto a livros que falam sobre música. Pena que alguns só focam em sexo, drogas, rock n' roll e escândalos.

E por falar em livros sobre música, alguém já leu o "Crônicas", do Bob Dylan? O que acharam? Sou fã do cara e meio suspeito pra falar, mas achei o Dylan um escritor muito divertido.

Carlos. disse...

Bem, no meu caso, leitura não é só um passa tempo.

Literatura é meu ganha pão, graças a Deus.

Sergio disse...

Atlantic, gostei do teu tom ao apresentar seus ‘disquinhos’ de estimação. Sem contar (já contando) que, nos comentários de um blog que muito recomendo, o http://ericocordeiro.blogspot.com/, acabo de achar aqui um álbum indicado por lá (nos comenários): "Buhaina" de Art Blakey & Jazz Messenger.

Quanto aos livros, aqui me perdoem se me estender um tantinho, o último phodão q li foi, Sábado de Ian McEwan.

Mas há um escritor dos mais loucos q recomendo a todos, chama-se Jerzy Kosinski. Pra quem não ligar o nome a pessoa, ele é o responsável pelo livro O Videota, que depois deu luz a um dos filmes mais sensacionais que vi, "Muito Além do Jardim", com Peter Sellers". Sinceramente, nunca encontrei quem não tenha assistido ao filme.

Mas, do Kosinski eu recomendo mesmo é um livro brutal chamado “O Pássaro Pintado” - facinho de se encontrar barato nos Sebos. Sobre esse livro só digo uma coisa: Há umas críticas e comentários de artistas famosos na contra-capa, entre eles um de Luis Buñel, dando conta de que algumas CENAS, de guerra obrigavam-no a dar umas paradas na leitura, tamanha a violência e realismo das situações. Mas está longe de ser um livro culto a violência gratuita, ja que o narrador do romance é um menino judeu de 6 anos, que foi deixado aos cuidados de uma velha aldeã no interior da Europa, onde a 2ª guerra ainda não tinha chegado. O menino foi deixado pelos pais, numa desesperada tentativa de salva-lo dos horrores da guerra. Logo no início a velha morre e o menino passa a viver por conta própria, em meio ao abandono e a ignorância daquele povo local.

Desculpe falar tanto, mas sempre me empolgo quando o assunto é literatura e Kosinski.

Abraços. Vou freqüentar.

atlantic disse...

Sergio, obrigado pelas dicas e pelo elogio, cara. E não tem problema em estender o texto por aqui não. Fique à vontade.

Um abraço!