quinta-feira, 5 de março de 2009

Levantando depois do nocaute

O Bottomless Pit tem em sua formação dois ex-integrantes do Silkworm. Essa frase provavelmente não vai fazer muito sentido para a maioria das pessoas. Eu mesmo só fui saber da existência do Silkworm depois de ouvir esse ótimo disco do Bottomless Pit lançado em 2007.

Só isso já vale para mostrar o quanto o álbum é legal. Ele é um disco que me fez correr atrás de outros discos. Catar o que seus integrantes faziam anteriormente. Bom, voltemos ao assunto: essa estréia do grupo de Chigaco chama-se Hammer of the Gods e tem muita personalidade. Melódico e melancólico sem ser arrastado. O som dos caras é sempre muito bem resolvido.

Os ex-Silkworm Andy Cohen e Tim Midgett certamente fizeram um álbum influenciado pela morte, aos 39 anos, do amigo Michael Dahlquist, baterista do Silkworm. Michael faleceu com mais duas pessoas em um bizarro acidente de carro causado por uma motorista suicida (que, acreditem, foi a única sobrevivente).

Mas ao contrário do nome da banda, ao contrário das circunstâncias em que o álbum foi gravado, o Bottomless Pit não usa sua tristeza como bandeira. Ela é um elemento forte, mas não é o que define a banda e muito menos se apresenta como o norte deste disco tão bom.


1. The Cardinal Movements
2. Dogtag
3. Repossession
4. Leave The Light On
5. Dead Man's Blues
6. Human Out Of Me
7. Greenery
8. Sevens Sing

3 comentários:

ORELHA EXTRA disse...

Um belo dum disco!!!

Não só com membros dos Silkworm mas também dessa outra formação muito boa, da mesma altura, que eram os Seam; conferir a qualidade destes no álbum "The Problem With Me", editado na recentemente desaparecida e já saudosa, Touch & Go.

Quando a nostalgia dos 90's começar a "bater" vai haver muita gente a redescobrir estas bandas (e outras, como os Polvo, Helium, Macha, etc).

F.

ss disse...

'I said please don´t slow me down if i´m going too fast'...(Strokes)


mermão, dá uma freiada ae que eu nao to mais conseguindo acompanhar o ritmo do basf !

atlantic disse...

Esse do Bottomless Pit é dos meus preferidos no momento. Vou conferir sua dica, Fernando. Com certeza será um tiro certeiro.

***

SS, o ritmo por aqui anda agitado. Muitas coisas para comentar. Às vezes o excesso de informação prejudica mesmo. Mas os discos são muitos e a vida é curta...

Aliás, como anda difícil a gente ouvir um disco com atenção hoje em dia, não? Esse do Bottomless Pit e os nova-iorquinos do The Pains of Being Pure at Heart marcaram meus ouvidos. O Teenage Fanclub e o primeiro do Rakes completam minha dieta ultimamente.