quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sempre entre vírgulas

Ser filho de um artista famoso pode abrir muitas portas se você tiver uma banda. Mas também atrapalha pra cacete. O Wallflowers sempre foi e sempre será acompanhado pelo aposto "banda do filho de Bob Dylan". No caso de Jakob Dylan não tem como escapar. O pai do cara é uma instituição. E a curiosidade de saber se o rapaz aprendeu a lição de casa era quase prazerosamente mórbida.

Na minha opinião, Bringing Down The Horse (1996), o segundo disco da banda, traz ótimas canções. A faixa que abre os trabalhos, "One Headlight", caiu no gosto da turma da MTV e chegou ao primeiro lugar da parada americana. Depois disso, o Wallflowers viu a avenida aberta para emplacar mais 3 singles do álbum nas rádios.

Em entrevistas, Dylan-pai diz que não tem opinião sobre o trabalho do filho. Dispensa as perguntas dizendo que prefere não ouvir, pois é muito crítico. Mas, na boa, se você não for o Bob Dylan, vale curtir o disco sem pensar em exame de DNA.


1. One Headlight
2. 6th Avenue Heartache
3. Bleeders
4. Three Marlenas
5. The Difference
6. Invisible City
7. Laughing Out Loud
8. Josephine
9. God Don't Make Lonely Girls
10. Angel On My Bike
11. I Wish I Felt Nothing

Password: ScouseXile

5 comentários:

SS disse...

pois é... esse CD é foda demais, eu tenho, e comprei num chute (que virou um golaço) qd eu estava na terra do tio sam, em 1996 !

Giul, Discoteclando disse...

Particularmente eu gosto dos dois primeiros, o resto parece que caiu em um poço sem fundo de chatice e pieguice. primeiro por ser cru e praticamente um rebento de Tom Petty and the Heartbreakers. Talvez por isso, este Bring Down the Horse tenha as mãos e o cérebro de Mike Campbell guiando o trabalho que tem esse apelo mais popular. Talvez se o pai tivesse ouvido falaria algo de bom.

Aumenta que isso aí é Rock n' Roll! disse...

Esse disco é simplismente um clássico, indispensável em qualquer discografia. Valeu pelo post e pelas memórias que resgatei.

Henrique disse...

Discão.

E o segund deles é melhor ainda.

Valeu...

atlantic disse...

Esse disco me traz boas memórias também. E concordo que Dylan não teria muito o que reclamar do rapaz. Pelo menos nesse álbum!