quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Onde os felizes não têm vez

Happy Sad, de 1969, não é um daqueles discos fáceis de se gostar de primeira. Se eu dissesse que é um álbum que bate na primeira audição, estaria forçando a barra. O disco é melancólico e obscuro como a vida de Buckley, um cara que morreu de overdose aos 28 anos. As faixas mergulham em depressão e saudade. Se você está tendo um dia feliz, passe longe desse disco.

Os vocais de Buckley mudam do grave ao agudo sem qualquer escala e o instrumental é de uma experimentação de jazz com folk rock que beira o imprevisível. Aliás, se você sempre achou que o Radiohead era um dos grupos mais imprevisíveis da cena musical, você precisa ouvir quem ensinou isso aos caras.


1. Strange Feelin'
2. Buzzin' Fly
3. Love From Room 109 At The Islander (On Pacific Coast Highway)
4. Dream Letter
5. Gypsy Woman
6. Sing A Song For You

4 comentários:

Carlos. disse...

ja to baicando. melancolia e tristeza em forma de musica é comigo mesmo. fiquei realmente tentado em escutar.

Henrique disse...

Tenho o primeiro CD do filho dele, Jeff Buckley, que é excelente (mas já ouvi falar que o pai é melhor).

Tenho tb o DVD do Jeff Buckley, live in chicago, mas achei uma b... Achei que o cara desafinou à bessa.

Loucura o filho dele ter morrido afogado quase na mesma idade (27 anos).

vou baixar o Tim! Abrazzzz

atlantic disse...

Pode ouvir sem medo, Carlos. Não tem antidepressivo que cure esse disco!

É verdade, Henrique, o Tim é mais interessante que o Jeff Buckley. Isso porque ele tem umas fases bem definidas. Baixa o disco do Tim Buckley chamado "Greetings from L.A." - esse disco é totalmente diferente do Happy Sad. É um álbum pra cima, feito para escutar num volume bem alto.

A morte dos dois Buckleys antes dos 30 anos deve fazer parte de alguma daquelas maldições do rock. Ainda bem que o Bob Dylan não entrou nesse pacote!

Bonzo disse...

Tô com medo de baixar esse... Fiquei deprimido só de olhar o sujeito na capa.